terça-feira, 15 de setembro de 2009

Programas sociais de Lula poderão virar políticas públicas


O projeto para criar as políticas públicas será enviado ao Congresso ainda neste ano

O presidente Lula quer transformar os programas sociais do seu governo em políticas públicas. Foi a maneira que ele encontrou para que esses programas não sejam interrompidos pelos governos seguintes. O projeto que tratará desse tema será enviado ainda este ano para o Congresso Nacional.

Para Lula, a quantidade de políticas sociais instituídas em seu governo demonstra parte do sucesso que o país vive hoje. “Tem que se andar daqui para frente, não pode andar pra trás”, comentou o presidente em discurso na reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ele aproveitou o momento para comemorar o fim da crise

Lula disse que, em sua opinião, a crise financeira está vencida no Brasil e que agora é preciso vencer as dificuldades de avançar no mercado externo. “Na época da crise tínhamos que dizer, vamos vencer essa crise, e acho que vencemos essa crise. A única coisa que temos é uma certa dificuldade no mercado externo” , comentou o presidente.

Mais informações estão no Blog do Noblat e na Agência Brasil.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Evento discute o ensino no Brasil e no mundo


Itaú Cultural promove em setembro o Seminário Educação e Cultura


A escola de hoje dialoga com eficiência com a cultura? Para responder a essa e a outras perguntas, o Itaú Cultural e o Observatório Itaú Cultural promovem o Seminário Educação e Cultura que discutirá diferentes experiências de ensino no Brasil e no mundo, propondo ações pedagógicas e de formação cultural para o professor.

O seminário, que acontece nos dias 14 e 15 de setembro, tem curadoria do professor Teixeira Coelho, e participação de especialistas de universidades da Espanha, Estados Unidos, Colômbia e Brasil. A representante do Brasil na Unesco, Jurema Machado, também estará presente nas discussões.

O encontro será realizado no Itaú Cultural, localizado na Avenida Paulista, 149, em São Paulo (próximo à estação Brigadeiro do metrô), a partir das 09h.

Confira a programação
Segunda, dia 14
9h mesa com Teixeira Coelho (Brasil), Alfons Martinell (Universidad de Girona Espanha) e Jurema Machado (Unesco, Brasil)

14h30 mesa com Edgar Assis Carvalho (PUC SP), Lucina Jimenez (México) e Gemma Carbo (Universidad de Girona, Espanha)

Terça, dia 15
9h mesa com Saul Sosnowski (University of Maryland, EUA), Patricio Rivas, (Convenio Andres Bello, Colombia) e Juan Luis Mejia (EAFIT, Colombia)

12h encerramento público

14h30 discussão interna entre os participantes

Mais informações no site do Itaú Cultural.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Computador em escola reduz reprovação pela metade

Programa do MEC diminuiu de 35% para 18% o índice de repetência em cidade Carioca

O Projeto Um Computador por Aluno (UCA), desenvolvido pelo governo federal em parceria com prefeituras, produziu uma pequena revolução na cidade de Piraí, no interior do Estado do Rio de Janeiro. O município conseguiu reduzir praticamente à metade o elevado índice de reprovação escolar, que beirava os 35% e hoje está na casa dos 18%.

“O programa melhorou a auto-estima dos professores e dos alunos”, explica o professor Jocemar Rodrigues de Moraes. Diretor do CIEP municipalizado Profa. Rosa da Conceição Guedes – escola onde a iniciativa foi implantada como piloto, há um ano e meio – ele falou, em entrevista a Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada, sobre as mudanças importantes que ocorreram na cidade.

A partir da implantação do Projeto UCA na primeira escola, a prefeitura resolveu expandir a iniciativa. Hoje, todos os mais de 5 mil alunos da rede municipal têm acesso a um computador por aluno, em unidades escolares com acesso integral à banda larga. “Nós somos o único município inteiramente digital do mundo ”, destaca Jocemar.

A cidade de Piraí acabou sendo escolhida para ser uma das quatro que integram o UCA – ao lado de São Paulo, Porto Alegre e Palmas – por conta de uma situação peculiar. Piraí desenvolve, desde 1997, o projeto Piraí Digital, criado como opção para enfrentar o problema do desemprego decorrente da privatização da Light, que empregava 1.200 pessoas no município.

Desde o início de seu funcionamento, em 2004, projeto Piraí Digital conseguiu atrair empresas de tecnologia, gerar emprego e renda. Tornou-se referência internacional e incluiu Piraí no Prêmio Top Seven Intelligent Communities – As 7 cidades mais inteligentes do mundo -, conquistado em 2005.

Fonte: Conversa Afiada

terça-feira, 28 de julho de 2009

Kassab quer destruir a praça Elis Regna no Butantã

Pelo projeto, a praça será substituída por um túnel e uma avenida. Até o Parque da Previdência corre risco
O bairro do Butantã, na Zona Oeste, será a próxima vítima da administração demo-tucana de São Paulo. A prefeitura se prepara para implementar um projeto que vai destruir a Praça Elis Regina e que colocará em risco o Parque da Previdência, uma das poucas áreas verdes da região.

O projeto prevê a construção de uma via expressa e um túnel que ligará as avenidas Corifeu de Azevedo Marques e Eliseu de Almeida. Essa intervenção se dá por meio da Operação Urbana Consorciada Vila Sônia, um instrumento de parceria público-privada que prevê especulação financeira sobre o solo urbano criado. Os metros quadrados a mais que serão gerados na região serão negociados na Bolsa.

A operação significa destruição da praça, comprometimento do parque, adensamento, com a verticalização da região por meio da construção de mais prédios. O Butantã sofrerá os mesmos erros históricos que já foram cometidos em outros bairros da cidade, nos quais se privilegiou a impermeabilização do solo e o transporte por automóvel.

O texto completo está no Blog+Saúde.

Foto: Blog+Saúde.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Uma visão geral da escola

De nada adianta dizer que a educação é a prioridade se não exigirem dos governantes que se impeça o descaso


O professor Mário Sergio Cortella, doutor em educação pela PUC SP defende um período de 9 anos para o ensino fundamental, a nacionalização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e das cotas para afrodescendentes.

Esses foram os assuntos que ele apresentou no Seminário Municipal de Educação e na Jornada Pedagógica em São Bento do Sul, em Santa Catarina. Antes, ele falou para o jornal A Notícia.


Leia a entrevista

Se fosse possível sintetizar os problemas da educação em um só, qual seria?
Cortella – principal problema da educação é o desprestígio da escola. As pessoas desprezam a estrutura escolar como algo secundário na formação dos jovens e crianças. Esse desprezo se manifesta no descuido que se permite que o poder público tenha com a estrutura da escola. De nada adianta dizer que a educação é a prioridade se não exigirem dos governantes que se impeça o descaso.

Podemos dizer que o professor é um dos responsáveis pelo desinteresse dos jovens na escola?
Cortella – Não é a questão de um professor. A educação escolar não é uma tarefa individual. É uma tarefa coletiva de um grupo maior de pessoas. A família precisa colaborar mais nesse aspecto.

Como a família pode ajudar a escola nesse processo?
Cortella – A família não colabora com a educação dos filhos por um simples motivo: ela é a maior responsável pela educação. A tarefa colaborativa é da escola, não da família. O que a escola faz é cuidar da escolarização, não da educação. A educação é muito mais ampla do que isso. A escola é que deve colaborar com a família na educação, e não o contrário.

O senhor viaja o País todo. O que vê na educação catarinense que não tem em outros Estados?
Cortella – Santa Catarina tem uma educação muito comunitária. Tem uma presença muito grande da comunidade na escolarização. É uma sociedade que se organiza e que se obriga a ter uma presença muito forte da comunidade nas coisas, mesmo que o equipamento seja público. Isso dá um diferencial muito significativo e positivo para os catarinenses. Boa parte das famílias se sente, de fato, aquilo que ela é: proprietária da escola pública.

O senhor é a favor da criação de um ano extra no ensino fundamental (EF)?
Cortella – Sou absolutamente favorável a um EF de nove anos, inclusive porque é assim em países desenvolvidos. A França, que é nossa grande inspiradora, tem EF de nove anos. Claro que isso não pode ser colocado de forma abrupta. Mais do que isso: defendo que a educação básica seja obrigatória, em todos os níveis, inclusive no médio.

O senhor acha o vestibular um modelo justo de acesso à universidade?

Cortella – Há duas coisas que só existem no Brasil: jabuticaba e esse modelo de vestibular. Esse modelo é absolutamente cruel em relação à democratização do acesso. Quando se tem políticas de aumento do número de vagas, permitindo um acesso amplo, o vestibular deixa de ter o seu lugar. A partir daí, é necessário que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja incorporado na estrutura da seleção.

O senhor concorda, então, com o novo modelo do Enem?

Cortella – Sem dúvida. Não precisa ser feito tudo de uma vez. Defendo, também, a nacionalização do Enem, ou seja, que pessoas de qualquer região disputem em condições de igualdade com as pessoas da região.

E o sistema de cotas é positivo?

Cortella – Sou um defensor das cotas para afrodescendentes alunos da rede pública. Para afrodescendentes, como uma medida emergencial. Ela não é suficiente, mas é necessária. Defendo que envolva pelo menos uma geração completa, tal como aconteceu nos EUA. Nós não teríamos um Barack Obama como presidente formado em Harvard se ele não tivessem investido nessa política.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Igualdade de gêneros no meio rural

Este é o objetivo do Seminário Políticas Públicas para Mulheres na Reforma Agrária

A igualdade entre homens e mulheres que tanto se busca nos mais variados segmentos da economia, sobretudo o corporativo, agora é também uma luta do meio rural. Com esse objetivo será realizado, entre os dias 1 e 3 de julho, o Seminário Políticas Públicas para Mulheres na Reforma Agrária, no Cesir/Fetaema, em São Luís, Maranhão.

O evento é promovido pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrário (Incra). Além de promover a igualdade entre homens e mulheres no meio rural, o encontro visa qualificar o debate e capacitar os profissionais que trabalham com a reforma agrária.

Para o delegado do MDA no Maranhão, José Inácio Rodrigues, o evento propiciará o debate sobre as políticas de fortalecimento dos assentamentos da reforma agrária, da agricultura familiar e das comunidades tradicionais, para que se garanta a superação das desigualdades de gênero no meio rural.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Melhora nas escolas públicas ainda é insuficiente

Para professor da USP, os resultados preocupam e suscitam um plano emergencial do governo na educação


Embora a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo tenha considerado positivos resultados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), dados do exame apontam que mais da metade dos estudantes não atingem o nível de proficiência considerado adequado nas disciplinas avaliadas - Matemática, Português, Ciências e Redação.

A secretaria aponta como evolução o desempenho em Matemática, disciplina a qual os alunos das escolas públicas do Estado tiveram melhor resultado em 2008 que o registrado no exame do ano anterior. Para a secretária Maria Helena Guimarães de Castro - que será substituída na segunda-feira pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza -, o resultado do Saresp 2008 foi positivo, principalmente no Ensino Médio. "Claro que ainda há muito a avançar, mas o ritmo de crescimento tem sido constante."

Na avaliação de educadores, no entanto, a evolução do ensino público está muito aquém do ideal. "Os números são preocupantes. e mostram a necessidade de um plano emergencial do governo", analisou o professor Ocimar Munhoz Alavarse, da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo).

Na 4ª série do Ensino Fundamental, por exemplo, 67,7% dos alunos foram classificados com nível de aprendizado básico ou abaixo do básico em Língua Portuguesa. Alcançaram nível considerado adequado apenas um de cada quatro alunos. No estágio avançado o índice é de apenas 6,5%. Nesse último nível o percentual cai à medida em que aumenta a escolaridade. Na última série do Ensino Médio - período de preparação para ingressar em uma universidade - apenas 0,9% dos estudantes avaliados pelo Saresp atingiram o nível avançado.

No Grande ABC, o desempenho dos estudantes seguiu a tendência estadual. No Ensino Médio, o índice abaixo do básico ou básico é superior a 60% na maioria das cidades. Só São Caetano é um pouco melhor, com 58,7%. Os maiores índices são de Diadema (76,5%) e Rio Grande da Serra (76,4%).

A avaliação foi realizada no fim de novembro do ano passado e o resultado foi divulgado quinta-feira pela Secretaria de Estado da Educação. Participaram do exame 1,8 milhão de estudantes da 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio.

Com informações do Diário do Grande ABC